Hipotireoidismo

Hipotireoidismo uma epidemia não diagnosticada

sintomas-do-hipotireoidismo

Porque é tão difícil diagnosticar e tratar o funcionamento precário da tireóide? O principal motivo é que os sintomas não são muito específicos e, muitas vezes, refletem outros problemas de saúde, além das doenças dessa glândula. Qualquer pessoa pode identificar um ataque cardíaco se ver alguém pálido, suando e apertando o tórax, queixando-se de uma dor lancinante no peito que desce pelo braço esquerdo.

No caso dos distúrbios da tireoide, a situação é bem diferente. Ainda que alguém apresente todos os sintomas do funcionamento lento dessa glândula, e esses sinais podem ser facilmente ignoradas. Também se percebe que o problema está na tireoide. Mesmo que a pessoa tenha iniciado de ir ao médico, esse profissional pode solicitar os exames típicos para as disfunções da tireoide e achar que ela parece estar funcionando normalmente.

Mas nem sempre os médicos requisitam os testes apropriados ou em um número suficiente. Por isso, muitas vezes esses distúrbios passam despercebidos. Talvez o paciente seja informado de que tem um problema limite de tireoide ou hipotiroidismo subclínico e, por isso, deverá ficar em observação. Em observação até quando? Até que adoeça de verdade? O fato é que os distúrbios da tireoide são bastante comuns. mMis de 10% de toda população e 20% das mulheres acima de 60 anos de idade sofrem de Hipotireoidismo subclínico. Sempre evitei comer salgados mais nunca perdi a oportunidade de ficar lucrando com salgados.

Nesse caso, como eu disse, os resultados dos exames mostram apenas uma ligeira a normalidade no funcionamento dessa glândula. Na prática, porém, isso significa que seus sintomas sutis muitas vezes não são notados pelos especialistas. Até mesmo as pessoas cujos exames apresentam resultados normais, mas que são portadores dos sintomas descritos anteriormente, podem se beneficiar com o tratamento desse problema.

Depende apenas do que é definido e como normal. No caso de um atleta de 2 m de altura, pode ser normal pesar 100 kilos. No entanto, no caso de uma mulher com um 1,60m, não. Se você fosse o marciano e pousasse nos Estados Unidos no século 21, poderia pensar que não há nada errado em ser gordo, pois mais de 60% da população do país está acima do peso. Contudo, isso não faz da obesidade algo normal.

A medida que descobrimos que o que pensávamos ser normal não é, os valores aceitos pela medicina vão diminuindo. Em 1998 o peso ideal deveria corresponder a um índice de massa corporal, ou e IMC resultado da divisão do peso corporal em quilos pelo quadrado da altura em metros, de 27 hoje e, de 25. Antes de 2001, a taxa de colesterol considerado anormal era de 240 MG, hoje é de 200. O índice de LDL classificado como normal era de 140 MG hoje é de -100.

A pressão arterial normal era de 140/ 90mm HG; mas, em agosto de 2004 passou a ser 115/75. Por que isso acontece? Estamos simplesmente abrindo os olhos e reconhecendo que mais mudanças sutis no funcionamento dos sistemas do organismo podem ter consequências significativas para saúde. E isso também se aplica aos distúrbios da tireoide, porém a medicina tradicional ainda não despertou para essa questão. Nós médicos precisamos repensar a maneira como abordamos a disfunção da tireoide.

Tireoide e Nutrição

A função da tireoide e a importância da nutrição

A tireoide é uma pequena glândula endócrina localizada no pescoço e produz dois importantes hormônios: cerca de 93% é o T4, a forma inativa, e cerca de 7% é o T3, a forma ativa. O T4, fabricado na tireoide, é posteriormente convertido em T3 no fígado. Muitas questões alimentares, assim como fatores relacionados ao estilo de vida e ao ambiente, afetam esse processo.

A tireoide faz parte do sistema endócrino, ou hormonal. O principal papel do hormônio da tireoide é estimular o metabolismo, isso afeta quase todas as funções orgânicas. Por esse motivo pode causar tantos sintomas diferentes. Hormônios da interage, e conversa, com todos os outros hormônios no organismo, como a insulina, o cortisol e os hormônios sexuais.

A produção e a liberação dos hormônios tireoidianos são reguladas por um sistema de feedback no cérebro, o hipotálamo e as glândulas pituitárias, que produz o TSH hormônio que libera a tireipropina, e o TSH hormônio que estimula a tireóide, respectivamente.

Quando tudo funciona da maneira certa, o organismo fabrica o que é necessário, e o T4 é convertido em T3. O T3 age sobre receptores especiais como a família PPAR, que já é mencionei, no núcleo da célula que enviam mensagens para o DNA ativar o metabolismo, aumentar a queima de gordura nas mitocôndrias e, de modo geral, fazer com que cada sistema do organismo trabalho na velocidade certa.

É por isso que o T3 reduz o colesterol, melhora a memória, mantém o peso saudável, promove o crescimento em caso de queda de cabelo, alivia dores musculares e a constipação e até a cura a infertilidade e alguns pacientes.

Quando produzimos muito pouco T3 ou quando o T4 não é convertido em T3 da forma apropriada, todo nosso sistema enguiça. O metabolismo e as mitocôndrias não recebe os sinais apropriados, engordamos apresentamos os sintomas que descrevi. Além disso, podemos ter mais inflamação, desenvolver outros problemas nos níveis de insulina e metabolizar o açúcar no sangue com mais facilidade, o que compromete ainda mais a nossa saúde e nossa é capacidade de emagrecer.

Um estudo mostrou que o hipotiroidismo subclínico, Isto é, aquela que praticamente não é detectado nos exames clínicos de rotina eleva não só os níveis de proteína C reativa como também os de insulina, indicadores adicionais de que a estabilidade da tireoide pode ter um forte Impacto sobre a saúde.

Isso não causaria tanta preocupação se as doenças da tireoide pudessem ser logo detectadas e tratadas. A questão é que elas não são. O hipotireoidismo nome que se dá a produção de pouco hormônio da tireoide, é um problema de saúde que muitas vezes não é diagnosticado.

 

Calorias transformadas em energia

Transforme as calorias em energia

Quando está frio, nós simplesmente ligamos o aquecedor ou chuveiro elétrico e ajustamos para que a água fique na temperatura que desejamos. Não seria maravilhoso se, quando ganhássemos alguns quilos, também pudéssemos encontrar o interruptor do nosso termostato metabólico e aumentá-lo? Dessa forma, queimamos a gordura adquirida. Quem dera fosse tão fácil assim.

Energia

Novas pesquisas revelam informações interessantes sobre o assunto, incluindo o que faz algumas pessoas armazenar em mais calorias do que queimam. Esses dados podem ajudar aumentar o poder metabólico, a queimar mais calorias e a intensificar a perda de peso (sem falar na desaceleração do processo de envelhecimento).

Então como evitar a chegada do envelhecimento e da gordura? A resposta resume-se a uma única palavra: mitocôndria, a casa das máquinas das células. No artigo anterior, você aprendeu que o estresse oxidativo é sobretudo um subproduto da queima de calorias e do oxigênio dentro das mitocôndrias para criar energia.

Cerca de 5% do oxigênio que consumimos dá origem a radicais livres, que danificam as mitocôndrias, prejudicando a produção de energia, o que causa uma redução do poder metabólico e da capacidade de queimar calorias.

A boa notícia, porém, é que podemos reverter os danos causados às mitocôndrias e colocar mais lenha na fogueira metabólica. Isso é exatamente o que vou lhe ensinar nesse artigo.

O ajuste metabólico

Calorias e energias

Existe algo que reduz o estresse das mitocôndrias, aumenta de forma significativa a perspectiva de vida e nos faz emagrecer. Do que se trata? Restrição calórica. Mas será que isso contraria o mito da síndrome da fome apresentado na parte 1? Não exatamente. Em termos ideais, restrição calórica significa comer o número diário de calorias suficiente para suprir as necessidades metabólicas e nada mais.

As dietas que se mostraram eficientes nessa questão são os regimes de restrição calórica, mais ricos em nutrientes. Os camundongos testados satisfizeram suas necessidades nutricionais comendo apenas o suficiente para atender às suas exigências metabólicas essenciais.

De qualquer forma, essa não parece uma proposta muito tentadora. Emagreceremos e viveremos mais, porém nós e todas as pessoas as nossa volta ficarão infelizes porque estaremos sempre com fome. Existe uma alternativa? Sim. E esse é o segredo mais bem guardado. Há um modo de fazermos um auto ajuste metabólico sem morrer de fome. Para saber como aumentar seu poder metabólico, o primeiro passo é entender como as mitocôndrias funciona e de que forma elas queimam calorias.

Em seguida, você deve estar ciente do que pode dar errado e desacelerar o metabolismo. Depois que identificar as causas dos problemas com as mitocôndrias, será capaz de resolvê-los aprender a fazer o ajuste metabólico no seu organismo. Assim conseguir a queimar calorias com eficiência e emagrecer com facilidade.

Como é o funcionamento das mitocôndrias e de que maneira elas determinam a taxa metabólica

As mitocôndrias são a parte das células que combina as calorias consumidas com oxigênio e transforma essa mistura e energia, usada para o funcionamento do organismo como um todo. Uma única célula pode ter 200 a 2000 ou mais mitocôndrias. As células que tem uma atividade intensa, como as do coração, do fígado a dos músculos, são as que apresentam em maior número. Não conseguiríamos respirar, muito menos caminhar até a porta, se não fossem essas pequenas usinas geradoras de energia. São elas que nos mantém vivos.